A Câmara Municipal de Mari viveu um momento marcante na sessão ordinária desta terça-feira (02/04), data em que se celebra o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Pela primeira vez na história do Legislativo municipal, uma criança autista, Adrian Gabriell, de 10 anos, subiu à tribuna para falar sobre a permanência de cuidadores especializados nas escolas do município – tema central de um projeto de lei apresentado pela Vereadora Vânia, que foi aprovado por unanimidade pelos parlamentares presentes.
A iniciativa garante que crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) tenham direito a acompanhamento de cuidadores permanentes em sala de aula, assegurando maior inclusão e desenvolvimento educacional. Durante a fala, Adrian destaca que: “Essa lei é muito importante, vai ajudar muita gente que é autista ou que tem outros laudos.” Após a fala do menino, os demais vereadores manifestaram apoio unânime e se colocaram à disposição para ampliar políticas de acessibilidade no município. O episódio simboliza um avanço na representatividade e no diálogo democrático em Mari.
Ao abrir espaço para que uma criança autista expressasse suas necessidades diretamente no plenário, a Câmara demonstrou que a inclusão vai além do discurso – ela se faz com ações concretas e escuta ativa. A aprovação do projeto reforça o papel do Legislativo como instrumento de mudanças positivas para o município, garantindo que vozes marginalizadas sejam ouvidas e atendidas.
A presidente da Câmara, Djá Moura, reafirmou o compromisso da Casa Legislativa com a inclusão, colocando o plenário à disposição para debates sobre conscientização e combate a qualquer forma de preconceito. Em sua fala, destacou ainda um projeto de sua autoria – já aprovado – que prevê a criação de um cadastro único para pessoas neurodivergentes no município. Djá cobrou da gestão municipal a implementação da proposta, ressaltando a urgência de políticas públicas direcionadas a essa parcela da população.
A acessibilidade e inclusão já fazem parte da rotina da Casa José Paulo de França, que conta com dois intérpretes de Libras (Língua Brasileira de Sinais). Agora, com a nova lei, Mari dá um passo para se tornar uma cidade mais justa e acessível, mostrando que inclusão eficaz se constrói com políticas públicas e participação popular.

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